domingo, 24 de fevereiro de 2013

A NOSSA VITÓRIA ESTÁ EM DEUS-VÉSPERAS

A NOSSA VITÓRIA ESTÁ EM DEUS
CUIDEMO-NOS...!
Vésperas

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino

Ó Pai, nesta Quaresma,
ouvi nossos pedidos:
na mais contrita prece
nos vedes reunidos.

Sondais as nossas almas,
na fé tão inconstantes:
se para vós se voltam,
mudai-as quanto antes.

Pecamos, na verdade,
tão longe da virtude:
Senhor, por vosso nome,
a todos daí saúde.

Fazei que nosso corpo,
enfim disciplinado,
o dia todo fuja
da culpa e do pecado.

Que o tempo da Quaresma
nos leve à santidade,
e assim louvar possamos
a glória da Trindade.
Salmodia
Ant. 1 O Senhor estenderá o domínio do seu Cristo
no esplendor de sua glória.

Salmo 109(110),1-5.7
O Messias, Rei e Sacerdote É preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés (1Cor
15,25).

1 Palavra do Senhor ao meu Senhor: *
'Assenta-te ao meu lado direito

– até que eu ponha os inimigos teus *
como escabelo por debaixo de teus pés!' –

=2 O Senhor estenderá desde Sião †
vosso cetro de poder, pois Ele diz: *
'Domina com vigor teus inimigos;

=3 tu és príncipe desde o dia em que nasceste; †
na glória e esplendor da santidade, *
como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!'

=4 Jurou o Senhor e manterá sua palavra: †
'Tu és sacerdote eternamente, *
segundo a ordem do rei Melquisedec!'

5 À vossa destra está o Senhor, Ele vos diz: *
'No dia da ira esmagarás os reis da terra!
7 Beberás água corrente no caminho, *
por iso seguirás de fronte erguida!'

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor estenderá o domínio do seu Cristo
no esplendor de sua glória.

Ant. 2 É único o Deus que adoramos:
o Senhor que fez o céu e fez a terra.

Salmo 113 B(115)
Louvor ao Deus verdadeiro Vós vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro
(1Ts 1,9).

=1 Não a nós, ó Senhor, não a nós, †
ao vosso nome, porém, seja a glória, *
porque sois todo amor e verdade!
2 Por que hão de dizer os pagãos: *
'Onde está o seu Deus, onde está?'

3 É nos céus que está o nosso Deus, *
ele faz tudo aquilo que quer.
4 São os deuses pagãos ouro e prata, *
todos eles são obras humanas. –

5 Têm boca e não podem falar, *
têm olhos e não podem ver;
6 têm nariz e não podem cheirar, *
tendo ouvidos, não podem ouvir.

=7 Têm mãos e não podem pegar, †
têm pés e não podem andar; *
nenhum som sua garganta produz.
8 Como eles serão seus autores, *
que os fabricam e neles confiam.

9 Confia, Israel, no Senhor. *
Ele é teu auxílio e escudo!
10 Confia, Aarão, no Senhor. *
Ele é teu auxílio e escudo!
11 Vós que o temeis, confiai no Senhor. *
Ele é vosso auxílio e escudo!

12 O Senhor se recorda de nós, *
o Senhor abençoa seu povo.
– O Senhor abençoa Israel, *
o Senhor abençoa Aarão;

13 abençoa aqueles que o temem, *
abençoa pequenos e grandes!
14 O Senhor multiplique a vós todos, *
a vós todos, também vossos filhos!
15 Abençoados sejais do Senhor, *
do Senhor que criou céu e terra!

16 Os céus são os céus do Senhor, *
mas a terra ele deu para os homens.
17 Não vos louvam os mortos, Senhor, *
nem aqueles que descem ao silêncio.
18 Nós, os vivos, porém, bendizemos *
ao Senhor desde agora e nos séculos.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. É único o Deus que adoramos:
o Senhor que fez o céu e fez a terra.

Ant. 3 Deus não poupou seu próprio Filho,
mas o entregou por todos nós.

Cântico 1Pd 2,21-24

A paixão voluntária de Cristo, Servo de Deus
=21 O Cristo por nós padeceu, †
deixou-nos o exemplo a seguir. *
Sigamos,portanto, seus passos!
22 Pecado nenhum cometeu, *
nem houve engano em seus lábios.

(R. Por suas chagas nós fomos curados.)

=23 Insultado, ele não insultava; †
ao sofrer e ao ser maltratado, *
ele não ameaçava vingança;
– entregava, porém, sua causa *
Àquele que é justo juiz.

(R.)

24 Carregou sobre si nossas culpas *
em seu corpo, no lenho da cruz,
= para que, mortos aos nossos pecados, †
na justiça de Deus nós vivamos. *
Por suas chagas nós fomos curados.

(R.)

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Deus não poupou seu próprio Filho,
mas o entregou por todos nós.

Leitura breve Cf. 1Cor 9,24-25
Os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio. Correi de tal
maneira que conquisteis o prêmio.Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a
tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que
buscamos é incorruptível.
(Minha meditação)
 
Meus amados irmãos e minhas amadas irmãs, Deus nos proporcionou este dia, para que em meio a tantas desavenças; em meio a tantas competições no mundo da família, da política, do trabalho...tenhamos a coragem de expressar seus sonhos, sua vontade. Devemos entender que não é tão fácil, necessitams de uma vigilância constante, e que não tenhmos medo do novo, ou de renovar em nossas vidas o que um dia foi começado. Nada em nossa vida é por acaso, mas tem um objetivo, se não, Deus transforma em algo que venha favorecer o nosso viver cotidiano.
Não podemos nos dar ao luxo de nos acomodarmos, até porque não é um luxo, pode até parecer,mas não é mesmo, a nossa luta deve ser constante, permanente, pois necessitamos da presença de Deus para nos fortalecer.A nossa correria deve ser grande,para ganharmos o prêmio que só os santos conquistaram, e nessa correria, competição, não uma linhá só; não há somente um campo de corrida, de concetração, há muitos outros, o importante é darmos o máximo de nós aonde quer que estejamos, mas que não sejamos pressionados,obrigados, sejamos livres... porque o nosso Deus nos fez livres com responsabilidades e compromissos. O prêmio é valioso, não tem preço, custa a nossa própria vida, em vista dele: a salvação!
Responsório breve

R. Em abundância vós me dais muito vigor para o combate.
* Ó Deus minha vitória! R.Em abundância.
V. Vossa justiça me oriente. * Ó Deus.
Glória ao Pai. R. Em abundância.

Cântico evangélico (MAGNIFICAT) Lc1,46-55

Ant. Uma nuvem os cobriu com sua sombra,
e da nuvem uma voz se ouviu, dizendo:
Eis meu Filho muito amado, escutai-o!

A alegria da alma no Senhor
46 A minha alma engrandece ao Senhor *
47 e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 porque olhou para humildade de sua serva, *
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita.

49 O Poderoso fez em mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor para sempre se estende *
sobre aqueles que o temem;

51 manifestou o poder de seu braço, *
dispersou os soberbos;
52 derrubou os poderosos de seus tronos *
e elevou os humildes;
53 saciou de bens os famintos, *
despediu os ricos sem nada.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,

55 como havia prometido a nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Uma nuvem os cobriu com sua sombra,
e da nuvem uma voz se ouviu, dizendo:
Eis meu Filho muito amado, escutai-o!

Preces
Demos graças a Cristo, nosso Mestre e Senhor, que veio para servir e fazer o bem a todos; e
supliquemos com humildade e confiança:

R. Abençoai, Senhor, a vossa Igreja!

Guiai, Senhor, os nossos bispos e presbíteros, que participam do vosso ministério de Chefe e
Pastor da Igreja,
a fim de que eles, assistidos por vós, conduzam para o Pai a humanidade inteira.
R.
Que os vossos anjos acompanhem os viajantes,
para que evitem todos os perigos do corpo e da alma.
R.
Ensinai-nos a servir a todos,
a fim de imitarmos a vós, que viestes para servir e não para ser servido.
R.
Fazei reinar em toda a comunidade humana o espírito de fraternidade sincera,
para que se torne, com a vossa presença, uma cidade forte e inabalável.
R.
(intenções livres) Sede misericordioso para com todos os que partiram desta vida,
e acolhei-os na luz da vossa face.
R.

Pai nosso.

Oração
Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa
palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.







A ALEGRIA DO SENHOR É A NOSSA FORÇA - DOMINGO - LAUDES

LAUDES
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino
Humildes, ajoelhados
na prece que a fé inspira,
ao justo Juiz roguemos
que abrande o rigor da ira. 
Ferimos por nossas culpas
o vosso infinito amor.
A vossa misericórdia
do alto infundi, Senhor. 
Nós somos, embora frágeis,
a obra de vossa mão;
a honra do vosso nome
a outros não deis, em vão. 
Senhor, destruí o mal,
fazei progredir o bem;
possamos louvar-vos sempre,
e dar-vos prazer também. 
Conceda o Deus Uno e Trino,
que a terra e o céu sustém,
que a graça da penitência
dê frutos em nós. Amém. 
Salmodia

Ant. 1 A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou!

Salmo 117(118)
Canto de alegria e salvação Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular (At 4,11).
1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'

2 A casa de Israel agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
3 A casa de Aarão agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
4 Os que temem o Senhor agora o digam: *
'Eterna é a sua misericórdia!'

5 Na minha angústia eu clamei pelo Senhor, *
e o Senhor me atendeu e libertou!
6 O Senhor está comigo, nada temo; *
o que pode contra mim um ser humano?
7 O Senhor está comigo, é o meu auxílio, *
hei de ver meus inimigos humilhados.

8 'É melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que pôr no ser humano a esperança;
9 é melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que contar com os poderosos deste mundo!'

10 Povos pagãos me rodearam todos eles, *
mas em nome do Senhor os derrotei;
11 de todo lado todos eles me cercaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei; –

=12 como um enxame de abelhas me atacaram, †
como um fogo de espinhos me queimaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei.

13 Empurraram-me, tentando derrubar-me, *
mas veio o Senhor em meu socorro.
14 O Senhor é minha força e o meu canto, *
e tornou-se para mim o Salvador.

15 'Clamores de alegria e de vitória*
ressoem pelas tendas dos fiéis.
=16 A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
a mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'

17 Não morrerei, mas, ao contrário, viverei *
para cantar as grandes obras do Senhor!
18 O Senhor severamente me provou, *
mas não me abandonou às mãos da morte.

19 Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; *
quero entrar para dar graças ao Senhor!
–20 'Sim, esta é a porta do Senhor, *
por ela só os justos entrarão!'
21 Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes *
e vos tornastes para mim o Salvador!

22 'A pedra que os pedreiros rejeitaram, *
tornou-se agora a pedra angular.
23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: *
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
24 Este é o dia que o Senhor fez para nós, *
alegremo-nos e nele exultemos!

25 Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, *
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!'
26 Bendito seja, em nome do Senhor, *
aquele que em seus átrios vai entrando!
– Desta casa do Senhor vos bendizemos. *
27 Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

– Empunhai ramos nas mãos, formai cortejo, *
aproximai-vos do altar, até bem perto!
28 Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! *
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
29 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'  
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou!

Ant. 2 Como os jovens no meio das chamas,
cantemos um hino ao Senhor!
Cântico Dn 3,52-57
Louvor das criaturas ao Senhor O Criador é bendito para sempre (Rm 1,25).
52 Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, nome santo e glorioso. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!

53 No templo santo onde refulge a vossa glória. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!
54 E em vosso trono de poder vitorioso. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!

55 Sede bendito, que sondais as profundezas. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!

– E superior aos querubins vos assentais. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!

56 Sede bendito no celeste firmamento. *
A vós louvor, honra e glória eternamente!
57 Obras todas do Senhor, glorificai-o. *
A Ele louvor, honra e glória eternamente!  
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.   
Ant. Como os jovens no meio das chamas,
cantemos um hino ao Senhor!

Ant. 3 Louvai o Senhor Deus no alto céu de seu poder.

Salmo 150
Louvai o Senhor Salmodiai com o espírito e salmodiai com a mente, isto é: glorificai a Deus com a alma e com o
corpo (Hesíquio).

1 Louvai o Senhor Deus no santuário, *
louvai-o no alto céu de seu poder!
2 Louvai-o por seus feitos grandiosos, *
louvai-o em sua grandeza majestosa!

3 Louvai-o com o toque da trombeta, *
louvai-o com a harpa e com a cítara!
4 Louvai-o com a dança e o tambor, *
louvai-o com as cordas e as flautas!

5 Louvai-o com os címbalos sonoros, *
louvai-o com os címbalos de júbilo!
– Louve a Deus tudo o que vive e que respira, *
tudo cante os louvores do Senhor!  
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.  
Ant. Louvai o Senhor Deus no alto céu de seu poder.

Leitura breve Ne 8,9b.10b
Este é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não fiqueis tristes nem choreis. Pois este dia
é santo para o nosso Senhor. Não fiqueis tristes, porque a alegria do Senhor será a vossa força.
(Minha meditação)

Nossos dias não podem ser vistos por nós, seguidores de Jesus, de forma pecimista. Termos uma esperança em ebulição, em constante dinamismo, ou seja, lutarmos para que a paz venha acontecer. Vivermos numa esperança alegre, sem tristeza, nem lágrimas,porque a alegria do Senhor nos anima, nos dá forças....

Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito. (Provérbios 25:20)

Para os que estão tristes, aflitos, com sofrimentos de qualquer espécie, assim diz a Palavra de Deus:

Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. (Tiago 5:13)

O Senhor Deus está atento a todas as coisas. Sua Palavra não diz para os que estão sofrendo cantar louvores. "Faça oração" é o que está escrito, ou seja, "fale Comigo!" Observem as passagens a seguir:

Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. (Salmos 50:14, 15)

Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. (Jeremias 33:3)

Então, como é que o Senhor poderia ficar alegre e, por conseqüência, nos dar a força que necessitamos, como afirma o livro de Neemias?

A resposta está na Terceira Epístola do apóstolo João:

Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade. (3 João 4)

Responsório breve
R. A alegria do Senhor é nossa força e amparo.
* Sois bendito, Senhor Deus, de geração em geração.
R. A alegria.
V. Seja bendito vosso nome glorioso,
que céu e terra vos exaltem, sem cessar! * Sois bendito.
Glória ao Pai. R. A alegria.
CÂNTICO EVANGÉLICO(BENEDICTUS) Lc 1,68-79
Ant. Disse Pedro a Jesus:
Ó Mestre, como é bom nós estarmos aqui!
Façamos três tendas: Será tua a primeira,
de Moisés a segunda e a terceira de Elias.
O Messias e seu Precursor
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque a seu povo visitou e libertou;
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,

70 como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
71 para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.

72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos
74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor †
75 em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.

=
76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;

78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
= e na sombra da morte estão sentados 
e para dirigir os nossos passos, *
guiando-os no caminho da paz.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Disse Pedro a Jesus:
Ó Mestre, como é bom nós estarmos aqui!
Façamos três tendas: Será tua a primeira,
de Moisés a segunda e a terceira de Elias.
Preces
Glorifiquemos a Deus, cuja bondade é infinita e, por Jesus Cristo, que vive eternamente
intercedendo por nós junto ao Pai, rezemos; e digamos:

R. Acendei em nós, Senhor, o fogo do vosso amor!

Deus de misericórdia, fazei-nos viver hoje generosamente a prática do amor fraterno,
para que todos sintam em nós os efeitos da vossa bondade.
R.
Vós, que na arca salvastes Noé das águas do dilúvio,
 salvai os catecúmenos nas águas do batismo.
R.
Saciai-nos não apenas de pão,
 mas de toda palavra que sai de vossa boca.
R.
Afastai todo sentimento de discórdia e divisão,
– para que reinem sempre entre nós a caridade e a paz.
R.
(intenções livres)

Pai nosso...
Oração Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa
palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS...SÁBADO - LAUDES

 DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS...
Laudes
V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente às Laudes.

Hino
Ó Cristo, sol de justiça,
brilhai nas trevas da mente.
Com força e luz, reparai
a criação novamente.
 Dai-nos, no tempo aceitável,
um coração penitente,
que se converta e acolha
o vosso amor paciente.
 A penitência transforme
tudo o que em nós há de mal.
É bem maior que o pecado
o vosso dom sem igual.
 Um dia vem, vosso dia,
e tudo então refloresce.
Nós, renascidos na graça,
exultaremos em prece.
A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovados
um canto novo cantamos.


Salmodia
Ant. 1 A vós dirijo os meus olhos já bem antes da aurora.

Salmo 118(119),145-152
XIX (Coph)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei (Jo
15,12).

145 Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me! *
Quero cumprir vossa vontade fielmente!
146 Clamo a vós: Senhor, salvai-me, eu vos suplico, *
e então eu guardarei vossa Aliança!

147 Chego antes que a aurora e vos imploro, *
e espero confiante em vossa lei.
148 Os meus olhos antecipam as vigílias, *
para de noite meditar vossa palavra.

149 Por vosso amor ouvi atento a minha voz *
e dai-me a vida, como é vossa decisão!
150 Meus opressores se aproximam com maldade; *
como estão longe, ó Senhor, de vossa lei!

151 Vós estais perto, ó Senhor, perto de mim; *
todos os vossos mandamentos são verdade!
152 Desde criança aprendi vossa Aliança *
que firmastes para sempre, eternamente.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. A vós dirijo os meus olhos já bem antes da aurora.

Ant. 2 O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar,
pois foi ele neste dia para mim libertação!

Cântico Ex 15,1-4b.8-13.17-18
Hino de vitória após a passagem do Mar Vermelho
Todos aqueles que saíram vitoriosos do confronto com a besta, entoavam o cântico de
Moisés, o servo de Deus (cf. Ap 15,2-3).


1 Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória: *
precipitou no mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro!
2 O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, *
pois foi ele neste dia para mim libertação!

= Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai e o honrarei.†
3 O Senhor é um Deus guerreiro, o seu nome é ‘Onipotente’:*
4 os soldados e os caros do Faraó jogou no mar.

=8 Ao soprar a vossa ira amontoaram-se as águas, †
levantaram-se as ondas e formaram uma muralha, *
e imóveis se fizeram, em meio ao mar, as grandes vagas.

=9 O inimigo tinha dito: ‘Hei de segui-los e alcançá-los! †
Repartirei os seus despojos e minh’alma saciarei; *
arrancarei da minha espada e minha mão os matará!’
10 Mas soprou o vosso vento, e o mar os recobriu; *
afundaram como chumbo entre as águas agitadas.

=11 Quem será igual a vós, entre os fortes, ó Senhor? †
Quem será igual a vós, tão ilustre em santidade, *
tão terrível em proezas, em prodígios glorioso?

=12 Estendestes vossa mão, e a terra os devorou; †
13 mas o povo libertado conduzistes com carinho *
e o levastes com poder à vossa santa habitação.

17 Vós, Senhor, o levareis e o plantareis em vosso monte,*
no lugar que preparastes para a vossa habitação,
– no Santuário construído pelas vossas próprias mãos.*
18 O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar,
pois foi ele neste dia para mim libertação!

Ant. 3 Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes!

Salmo 116(117)
Louvor ao Deus misericordioso
Eu digo: ... os pagãos glorificam a Deus, em razão da sua misericórdia (Rm 15,8.9).
1 Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, *
povos todos, festejai-o!
2 Pois comprovado é seu amor para conosco, *
para sempre ele é fiel!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes!

Leitura breve Is 1,16-18
Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o
mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão,
defendei a viúva. Vinde, debatamos – diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã.
(Minha meditação)

Somos o que muitas vezes produzimos em nossa mente e em nosso coração. Se a nossa mente e o nosso coração estiverem deformados a tendência é produzirmos na sociedade um efeito destruidor, o efeito dominó, de consequências drásticas para o futuro da humanidade. Pelo livre arbítrio foi nos dado, nos presenteado com dons maravilhados, dadivificados por Deus com a vida. Ao mesmo tempo nos outorgado com uma outra dádiva maravilhosa, porém, para os incautos, "donos" de si, e querendo também serem donos do mundo, uma arma muito perigosa, estou me referindo ao livre arbítrio, liberdade desfocado dos verdadeiros princípios.
Mas Deus está à frente, precisando que nós O busquemos com sinceridade, com verdades, mas não as nossas, e sim, a d'Ele, cumprindo o que nos ensina:
Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o
mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão,
defendei a viúva. Vinde, debatamos – diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim.
 Responsório breve
R. O Sangue de Jesus nos purifica,
* De todos nossos erros nos liberta. R. O Sangue.
V. Vinde ver os grandes feitos do Senhor! * De todos.
Glória ao Pai. R. O Sangue.

CÂNTICO EVANGÉLICO(BENEDICTUS) Lc 1,68-79
 
Ant. Orai pelos que vos caluniam e perseguem,
e sereis filhos do Pai que está nos céus, diz o Senhor.
O Messias e seu Precursor
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque a seu povo visitou e libertou;
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,

70 como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
71 para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.

72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos
74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor †
75 em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.

=
76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;

78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
= e na sombra da morte estão sentados 
e para dirigir os nossos passos, *
guiando-os no caminho da paz.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Orai pelos que vos caluniam e perseguem,
e sereis filhos do Pai que está nos céus, diz o Senhor.
Preces
Glorifiquemos a Cristo Senhor que instituiu o batismo para fazer de nós criaturas novas e
nos preparou a mesa de sua Palavra e de seu Corpo; rezemos confiantes:

R. Renovai-nos, Senhor, com a vossa graça!

Jesus, manso e humilde de coração, revesti-nos de sentimentos de misericórdia, mansidão e
humildade,
e tornai-nos pacientes e compreensivos para com todos.
R.
Ensinai-nos a ajudar os pobres e sofredores,
e assim vos imitarmos, ó Bom Samaritano da humanidade.
R.
A Santa Virgem Maria, vossa Mãe, interceda por todas aquelas que se consagraram ao
vosso serviço,
para que se dediquem cada vez melhor ao bem da Igreja.
R.
Concedei-nos a vossa misericórdia,
e fazei-nos experimentar a alegria do vosso perdão.
R.
(intenções livres)

Pai nosso.

Oração
Convertei para vós, ó Pai, nossos corações, a fim de que, buscando sempre o único
necessário e praticando as obras da caridade, nos dediquemos ao vosso culto. Por nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DISCURSO DO PAPA

Leia abaixo a íntegra do discurso:
Amados Irmãos no Episcopado,
Leia abaixo a íntegra do discurso:
Amados Irmãos no Episcopado,
Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf.Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).
Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Leia abaixo a íntegra do discurso:
Amados Irmãos no Episcopado,
Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf.Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).
Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf.Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).
Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

DEUS QUER NOS CURAR, E QUE SEJAMOS INTERCESSORES UNS DOS OUTROS-VÉSPERAS

DEUS QUER NOS CURAR, E QUE SEJAMOS INTERCESSORES UNS DOS OUTROS
Vésperas
V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino
A abstinência quaresmal
vós consagrastes, ó Jesus;
pelo jejum e pela prece,
nos conduzis da treva à luz.
Ficai presente agora à Igreja,
ficai presente à penitência,
pela qual vos suplicamos
para os pecados indulgência.
Por vossa graça, perdoai
as nossas culpas do passado;
contra as futuras protegei-nos,
manso Jesus, Pastor amado,
Para que nós, purificados
por esses ritos anuais,
nos preparemos, reverentes,
para gozar os dons pascais.
Todo o universo vos adore,
Trindade Santa, Sumo Bem.
Novos, por graça, vos cantemos
um canto novo e belo. Amém.
Salmodia
Ant. 1 Curai-me, Senhor: eu pequei contra vós!

Salmo 40(41)
Prece de um enfermo Um de vós, que come comigo, vai me trair (Mc 14,18).
2 Feliz de quem pensa no pobre e no fraco: *
o Senhor o liberta no dia do mal!
=3 O Senhor vai guardá-lo e salvar sua vida, †
o Senhor vai torná-lo feliz sobre a terra, *
e não vai entregá-lo à mercê do inimigo.

4 Deus irá ampará-lo em seu leito de dor, *
e lhe vai transformar a doença em vigor.
5 Eu digo: “Meu Deus, tende pena de mim, *
curai-me, Senhor, pois pequei contra vós!”

6 O meu inimigo me diz com maldade: *
“Quando há de morrer e extinguir-se o seu nome?”
=7 Se alguém me visita, é com dupla intenção: †
recolhe más notícias no seu coração, *
e, apenas saindo, ele core a espalhá-las.

8 Vaticinam desgraças os meus inimigos, *
reunidos, sussurram o mal contra mim:
9 “Uma peste incurável caiu sobre ele, *
e do leito em que jaz nunca mais se erguerá!”
10 Até mesmo o amigo em quem mais confiava, *
que comia o meu pão, me calcou sob os pés.

11 Vós ao menos, Senhor, tende pena de mim, *
levantai-me: que eu possa pagar-lhes o mal.
12 Eu, então, saberei que vós sois meu amigo, *
porque não triunfou sobre mim o inimigo.

13 Vós, porém, me havereis de guardar são e salvo *
e me pôr para sempre na vossa presença. –
14 Bendito o Senhor, que é Deus de Israel, *
desde sempre, agora e sempre. Amém!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Curai-me, Senhor: eu pequei contra vós!

Ant. 2 Conosco está o Senhor do universo!
O nosso refúgio é o Deus de Jacó!

Salmo 45(46)
O Senhor é refúgio e vigor Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco (Mt 1,23).
2 O Senhor para nós é refúgio e vigor, *
sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia;
3 assim não tememos, se a terra estremece, *
se os montes desabam, caindo nos mares,
4 se as águas trovejam e as ondas se agitam, *
se, em feroz tempestade, as montanhas se abalam:

5 Os braços de um rio vêm trazer alegria *
à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
6 Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! *
Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la.
7 Os povos se agitam, os reinos desabam; *
troveja sua voz e a terra estremece.

8 Conosco está o Senhor do universo! *
O nosso refúgio é o Deus de Jacó!

9 Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus *
e a obra estupenda que fez no universo:
= reprime as guerras na face da terra, †
10 ele quebra os arcos, as lanças destrói, *
e queima no fogo os escudos e as armas:
11 “Parai e sabei, conhecei que eu sou Deus, *
que domino as nações, que domino a terra!”

12 Conosco está o Senhor do universo! *
O nosso refúgio é o Deus de Jacó!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Conosco está o Senhor do universo!
O nosso refúgio é o Deus de Jacó!

Ant. 3 Os povos virão adorar-vos,Senhor.

Cântico Ap 15,3-4
Hino de adoração
3 Como são grandes e admiráveis vossas obras, *
ó Senhor e nosso Deus onipotente!
– Vossos caminhos são verdade, são justiça, *
ó Rei dos povos todos do universo!

(R. São grandes vossas obras, ó Senhor!)

=4 Quem, Senhor, não haveria de temer-vos, †
e quem não honraria o vosso nome? *
Pois somente vós, Senhor, é que sois santo! (R.)
= As nações todas hão de vir perante vós, †
e prostradas haverão de adorar-vos, *
pois vossas justas decisões são manifestas! (R.)
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Os povos virão adorar-vos, Senhor.

Leitura breve Tg 5,16.19-20
Confessai uns aos outros os vossos pecados e orai uns pelos outros para alcançar a saúde. A
oração fervorosa do justo tem grande poder. Meus irmãos, se alguém de vós se desviar da
verdade e um outro o reconduzir, saiba este que aquele que reconduz um pecador
desencaminhado salvará da morte a alma dele e cobrirá uma multidão de pecados.
 (Minha meditação)

Deus quer que nos tornemos intercessores uns dos outros, desde que levemos uma vida digna, dentro daquilo que Ele pede de cada um de nós. Incluseve é desejo d'Ele que confessemos os nossos pecados uns aos outros, bem como oremos uns pelos outros, afim de alcançarmos a cura.Nos fazendo ver que a oração do justo tem grande poder. Não podemos achar que o poder da oração encontra-se neste ou naquele grupo, Deus é quem sabe e determina o que Ele quer.E pronto!
Responsório breve
R. Curai-me, Senhor, ó Deus Santo,
* Pois pequei contra vós. R. Curai-me.
V. Tende piedade de mim, renovai-me! * Pois pequei.
Glória ao Pai. R. Curai-me.

Cântico evangélico (MAGNIFICAT) Lc1,46-55
Ant. Se tu queres que agrade ao Senhor a tua oferta,
vai primeiro a teu irmão, reconcilia-te com ele,
e depois virás a Deus apresentar a tua oferta.
A alegria da alma no Senhor
46 A minha alma engrandece ao Senhor *
47 e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 porque olhou para humildade de sua serva, *
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita.

49 O Poderoso fez em mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor para sempre se estende *
sobre aqueles que o temem;

51 manifestou o poder de seu braço, *
dispersou os soberbos;
52 derrubou os poderosos de seus tronos *
e elevou os humildes;
53 saciou de bens os famintos, *
despediu os ricos sem nada.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,

55 como havia prometido a nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Se tu queres que agrade ao Senhor a tua oferta,
vai primeiro a teu irmão, reconcilia-te com ele,
e depois virás a Deus apresentar a tua oferta.
Preces
Elevemos nossas súplicas ao Senhor Jesus Cristo, que nos santificou com o seu sangue; e
digamos:

R. Senhor, tende compaixão do vosso povo!

Jesus, Redentor nosso, pelos méritos da vossa Paixão, dai aos vossos fiéis o espírito de
penitência, sustentai-os no combate contra o mal e reavivai a sua esperança,
para que se disponham para celebrar mais santamente a vossa Ressurreição.
R.
Fazei que os cristãos, exercendo sua missão profética, anunciem por toda parte o Evangelho do
Reino,
e o confirmem com seu testemunho de fé, esperança e caridade.
R.
Confortai os aflitos com a força do vosso amor,
e fazei que saibamos consolá-los com nossa solicitude fraterna.
R.
Ensinai-nos a levar nossa cruz em união com os vossos sofrimentos,
para que manifestemos em nós mesmos a vossa salvação.
R.
(intenções livres)
Autor da vida, lembrai-vos daqueles que partiram deste mundo,
e concedei-lhes a glória da ressurreição.
Pai nosso.

Oração
Concedei-nos, Senhor, a sabedoria da cruz, para que, instruídos pela paixão de vosso Filho,
sejamos capazes de sempre levar seu jugo suave. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

QUEM OLHA E VIVE A MISERICÓRDIA DE DEUS, COM CERTEZA É FELIZ...LAUDES

QUEM OLHA E VIVE A MISERICÓRDIA DE DEUS, COM CERTEZA É FELIZ...
Laudes

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente às Laudes.

Hino
Ó Cristo, sol de justiça,
brilhai nas trevas da mente.
Com força e luz, reparai
a criação novamente.
 Dai-nos, no tempo aceitável,
um coração penitente,
que se converta e acolha
o vosso amor paciente.
 A penitência transforme
tudo o que em nós há de mal.
É bem maior que o pecado
o vosso dom sem igual.
 Um dia vem, vosso dia,
e tudo então refloresce.
Nós, renascidos na graça,
exultaremos em prece.
A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovados
um canto novo cantamos.
Salmodia
Ant. 1 Aceitareis o verdadeiro sacrifício
no altar do coração arrependido.

Salmo 50(51)
Tende piedade, ó meu Deus! Renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo (Ef 4,23-24).
3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
4 Lavai-me todo inteiro do pecado, *
e apagai completamente a minha culpa!

5 Eu reconheço toda a minha iniqüidade, *
o meu pecado está sempre à minha frente.
6 Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, *
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! –

– Mostrais assim quanto sois justo na sentença, *
e quanto é reto o julgamento que fazeis.
7 Vede, Senhor, que eu nasci na iniqüidade *
e pecador já minha mãe me concebeu.

8 Mas vós amais os corações que são sinceros, *
na intimidade me ensinais sabedoria.
9 Aspergi-me e serei puro do pecado, *
e mais branco do que a neve ficarei.

10 Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, *
e exultarão estes meus ossos que esmagastes.
11 Desviai o vosso olhar dos meus pecados *
e apagai todas as minhas transgressões!

12 Criai em mim um coração que seja puro, *
dai-me de novo um espírito decidido.
13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, *
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo *
e confirmai-me com espírito generoso!
15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, *
e para vós se voltarão os transviados.

16 Da morte como pena, libertai-me, *
e minha língua exaltará vossa justiça!
17 Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, *
e minha boca anunciará vosso louvor!

18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, *
e, se oferto um holocausto, o rejeitais.
19 Meu sacrifício é minha alma penitente, *
não desprezeis um coração arrependido!

20 Sede benigno com Sião, por vossa graça, *
reconstruí Jerusalém e os seus muros!
21 E aceitareis o verdadeiro sacrifício, *
os holocaustos e oblações em vosso altar!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Aceitareis o verdadeiro sacrifício
no altar do coração arrependido.

Ant. 2 Será vitoriosa no Senhor
e gloriosa toda a raça de Israel.

Cântico Is 45,15-25
Todos os povos se converterão ao Senhor Ao nome de Jesus todo o joelho se dobre (Fl 2,10).
15 Senhor Deus de Israel, ó Salvador, *
Deus escondido, realmente, sois, Senhor!
=16 Todos aqueles que odeiam vosso nome, †
como aqueles que fabricamos seus ídolos, *
serão cobertos de vergonha e confusão.

17 Quem salvou a Israel, foi o Senhor, *
e é para sempre esta sua salvação.
– E não sereis envergonhados e humilhados, *
não o sereis eternamente pelos séculos!

18 Assim fala o Senhor que fez os céus, *
o mesmo Deus que fez a terra e a fixou,
– e a criou não para ser como um deserto, *
mas a formou para torná-la habitável:

= ‘Somente eu sou o Senhor, e não há outro! †
19 Não falei às escondidas e em segredo, *
nem falei de algum lugar em meio às trevas;
– nem disse à descendência de Jacó: *
‘Procurai-me e buscai-me inutilmente!’

– Eu, porém, sou o Senhor, falo a verdade *
e anuncio a justiça e o direito!
20 Reuni-vos, vinde todos, achegai-vos, *
pequeno resto que foi salvo entre as nações:

= como são loucos os que levam os seus ídolos †
e os que oram a uma estátua de madeira, *
a um deus que é incapaz de os salvar!
21 Apresentai as vossas provas e argumentos, *
deliberai e consultai-vos uns aos outros:

– Quem predisse estas coisas no passado? *
Quem revelou há tanto tempo tudo isso?
= Não fui eu, o Senhor Deus, e nenhum outro? †
Não existe outro Deus fora de mim! *
Sou o Deus justo e Salvador, e não há outro!

22 Voltai-vos para mim e sereis salvos, *
homens todos dos confins de toda a terra!
– Porque eu é que sou Deus e não há outro, *
23 e isso eu juro por meu nome, por mim mesmo!

– É verdade o que sai da minha boca, *
minha palavra é palavra irrevogável!
= Diante de mim se dobrará todo joelho, †
e por meu nome hão de jurar todas as línguas: *
24 ‘Só no Senhor está a justiça e a fortaleza!’

– Ao Senhor hão de voltar envergonhados *
todos aqueles que o detestam e o renegam.
25 Mas será vitoriosa no Senhor *
e gloriosa toda a raça de Israel’.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Será vitoriosa no Senhor
e gloriosa toda a raça de Israel.

Ant. 3 Vinde todos ao Senhor com cantos de alegria!

Salmo 99(100)
A alegria dos que entram no templo O Senhor ordena aos que foram salvos que cantem o hino de vitória (Sto. Atanásio).
=2 Aclamai o Senhor, ó terra inteira, †
servi ao Senhor com alegria, *
ide a ele cantando jubilosos! –

=3 Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, †
Ele mesmo nos fez, e somos seus, *
nós somos seu povo e seu rebanho.

=4 Entrai por suas portas dando graças, †
e em seus átrios com hinos de louvor; *
dai-lhe graças, seu nome bendizei!

=5 Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, †
sua bondade perdura para sempre, *
seu amor é fiel eternamente!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Ant. Vinde todos ao Senhor com cantos de alegria!

Leitura breve Is 53,11b-12
Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. Por isso,
compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois
entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o
pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.
(Minha meditação)

Quais os benefícios que Jesus fez por nós? Meus irmãos e minhas irmãs foram e são muitos, e com certeza, Ele não faltará com sua benevolência, porque Se amor por nós é eterno, infinito. Ele, o justo, fará justos inúmeros homens, e o fará carregando sobre suas costas as culpas de toda a humanidade. Uma das motivações nossas,para a conquista do perdão,é termos a consciência de que Jesus é isso, e muito mais, para nós. Deus reparte conosco Suas riquezas, somos seus herdeiros. Deus seja louvado por tudo isso.
Responsório breve
R. Vós nos resgatastes, ó Senhor,
* Para Deus o vosso sangue nos remiu. R. Vós nos.
V. Dentre todas as tribos e línguas,
dentre os povos da terra e nações. * Para Deus.
Glória ao Pai. R. Vós nos.

CÂNTICO EVANGÉLICO(BENEDICTUS) Lc 1,68-79
Ant. Se vossa justiça não superar
a justiça dos escribas e fariseus,
no reino dos céus não entrareis.
O Messias e seu Precursor
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque a seu povo visitou e libertou;
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,

70 como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
71 para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.

72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos
74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor †
75 em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.

=
76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;

78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
= e na sombra da morte estão sentados 
e para dirigir os nossos passos, *
guiando-os no caminho da paz.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Se vossa justiça não superar
a justiça dos escribas e fariseus,
no reino dos céus não entrareis.

Preces
Demos graças a Cristo nosso Senhor que, morrendo na cruz, nos deu a vida; e de coração lhe
peçamos:

R. Pela vossa morte, Senhor, fazei-nos viver!
Cristo nosso Mestre e Salvador, que nos ensinastes a vossa verdade, e nos renovastes pela vossa
gloriosa Paixão,
não nos deixeis cair na infidelidade do pecado.
R.
Ensinai-nos a praticar a abstinência,
para socorrer com nossos bens os irmãos necessitados.
R.
Dai-nos a graça de viver santamente este dia de penitência quaresmal,
e consagrá-lo a vós com obras de caridade fraterna.
R.
Corrigi, Senhor, as nossas vontades rebeldes,
e dai-nos um coração generoso e agradecido.
R.
(intenções livres)
Pai nosso.

Oração
Concedei, ó Deus, que vossos filhos e filhas se preparem dignamente para a festa da Páscoa, de
modo que a mortificação desta Quaresma frutifique em todos nós. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.