domingo, 21 de outubro de 2012

O TEMPO DA GRAÇA

Ofício das Leituras



V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 
R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
 
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.
 "Como num domingo como este não invocar  a Santíssima Trindade sobre nossas vidas! Pois, não ampara e fortaleza, vidas que não se coloquem diante do Senhor. Para tanto, precisamos de mais humildade, para buscarmos de Deus todo auxílio necessário às nossas vidas. Vidas estas provindas d'Ele, por isso mesmo que almeijamos, não somente para nós, mas para todos que abraçam a causa do acolhimento do Pai"(Pe.Rosival - Comentário).
Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:
 Chegamos ao meio da noite.
Profética voz nos chamou
e exorta a cantarmos felizes
de Deus Pai e Filho o louvor,

que unidos no Espírito da Vida,
são perfeita e santa Trindade,
igual numa só natureza,
à qual honra, amor, majestade!

Recorda esta hora o terror
de quando, nas terras do Egito,
um anjo matou os primogênitos,
deixando o país todo aflito.

Mas traz salvação para os justos
na hora que Deus decretou.
As casas marcadas com sangue
o anjo da morte poupou.

O Egito chorou os seus filhos,
porém Israel se alegrou.
O sangue do puro cordeiro
aos seus protegeu e salvou.

Nós somos o novo Israel,
e em vós, ó Senhor, exultamos.
Com sangue de Cristo marcados,
do mal os ardis desprezamos.

Deus santo, fazei-nos ser dignos
da glória do mundo que vem.
Possamos cantar vossa glória
no céu para sempre. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:
 Salve o dia que é glória dos dias,
feliz dia, de Cristo vitória,
dia pleno de eterna alegria,
o primeiro.

Luz divina brilhou para os cegos;
nela o Cristo triunfa do inferno,
vence a morte, reconciliando
terra e céus.

A sentença eterna do Rei
tudo sob o pecado encerou,
para que na fraqueza brilhasse
maior graça.

O poder e a ciência de Deus
misturaram rigor e clemência,
quando o mundo já estava caindo
nos abismos.

Surge livre do Reino da morte
quem o gênero humano restaura,
reconduz em seus ombros a ovelha
ao redil.

Reine a paz entre os anjos e os homens,
e no mundo a total plenitude.
Ao Senhor triunfante convém
toda a glória.

Mãe Igreja, tua voz faça coro
à harmonia da pátria celeste.
Cantem hoje Aleluias de glória
os fiéis.

Triunfando do império da morte,
triunfal alegria gozemos.
Paz na terra e nos céus alegria.
Assim seja.

Salmodia

Ant. 1 Quem subirá até o monte do Senhor?
Quem ficará em sua santa habitação?

Salmo 23(24)

Entrada do Senhor no templo
Na ascensão, as portas do céu se abriram para o Cristo (Sto. Irineu).

1 Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, *
o mundo inteiro com os seres que o povoam;
2 porque ele a tornou firme sobre os mares, *
e sobre as águas a mantém inabalável.

3 “Quem subirá até o monte do Senhor, *
quem ficará em sua santa habitação?”
=4 “Quem tem mãos puras e inocente coração, †
quem não dirige sua mente para o crime, *
nem jura falso para o dano de seu próximo.

5 Sobre este desce a bênção do Senhor *
e a recompensa de seu Deus e Salvador”.
6 “É assim a geração dos que o procuram, *
e do Deus de Israel buscam a face”.

=7 “Ó portas, levantai vossos frontões! †
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, *
a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

=8 Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” †
“É o Senhor, o valoroso, o onipotente, *
o Senhor, o poderoso nas batalhas!” –

=9 “Ó portas, levantai vossos frontões! †
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, *
a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

=10 Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” †
“O Rei da glória é o Senhor onipotente, *
o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!”

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Quem subirá até o monte do Senhor?
Quem ficará em sua santa habitação?

Ant. 2 Nações, glorificai ao nosso Deus,
é ele quem dá vida à nossa vida.

Salmo 65(66)

Hino para o sacrifício de ação de graças
Este salmo lembra a ressurreição do Senhor e a conversão dos gentios (Hesíquio).

I
=1 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, †
2 cantai salmos a seu nome glorioso, *
dai a Deus a mais sublime louvação!

=3 Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! †
Pela grandeza e o poder de vossa força, *
vossos próprios inimigos vos bajulam.

4 Toda a terra vos adore com respeito *
e proclame o louvor de vosso nome!”
5 Vinde ver todas as obras do Senhor: *
seus prodígios estupendos entre os homens!

6 O mar ele mudou em terra firme, *
e passaram pelo rio a pé enxuto.
– Exultemos de alegria no Senhor! *
7 Ele domina para sempre com poder,
– e seus olhos estão fixos sobre os povos: *
que os rebeldes não se elevem contra ele!  

8 Nações, glorificai ao nosso Deus, *
anunciai em alta voz o seu louvor!
9 É ele quem dá vida à nossa vida, *
e não permite que vacilem nossos pés.

10 Na verdade, ó Senhor, vós nos provastes, *
nos depurastes pelo fogo como a prata.
11 Fizestes-nos cair numa armadilha, *
e um grande peso nos pusestes sobre os ombros.

=12 Permitistes aos estranhos oprimir-nos, †
nós passamos pela água e pelo fogo, *
mas finalmente vós nos destes um alívio!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Nações, glorificai ao nosso Deus,
é ele quem dá vida à nossa vida.

Ant. 3 Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar:
Vou contar-vos todo o bem que ele me fez!

II
 –13 Em vossa casa entrarei com sacrifícios *
e cumprirei todos os votos que vos fiz;
14 as promessas que meus lábios vos fizeram, *
e minha boca prometeu na minha angústia.

=15 Eu vos oferto generosos holocaustos, †
a fumaça perfumosa dos cordeiros, *
ofereço-vos novilhos e carneiros.

16 Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: *
vou contar-vos todo bem que ele me fez!
17 Quando a ele o meu grito se elevou, *
já havia gratidão em minha boca!

18 Se eu guardasse planos maus no coração, *
o Senhor não me teria ouvido a voz.
19 Entretanto, o Senhor quis atender-me *
e deu ouvidos ao clamor da minha prece. –

=20 Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, †
não rejeitou minha oração e meu clamor, *
nem afastou longe de mim o seu amor!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar:
Vou contar-vos todo o bem que ele me fez!

V. A palavra de Deus é viva e eficaz,
R. É mais penetrante que espada de dois gumes.

Primeira leitura
Início da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 1, 1―2, 12

Solicitude de Paulo pela Igreja de Tessalonica
1,1 Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no
Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz!

2Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações. 3
Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da
vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. 4Sabemos,
irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. 5Porque o nosso
evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a
força que é o Espírito Santo; e isso, com toda a abundância. Sabeis de que maneira
procedemos entre vós, para o vosso bem.

6E vós vos tornastes imitadores nossos, e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria
do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. 7Assim vos tornastes modelo para todos
os fiéis da Macedônia e da Acaia. 8Comefeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não
se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por
toda parte. Assim, nós já nem precisamos de falar, 9pois as pessoas mesmas contam
como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para
servir ao Deus vivo e verdadeiro, 10esperando dos céus o seu Filho, a quem ele
ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir.

2,1 Bem sabeis, irmãos, que nossa ida até vós não foi em vão. 2Apesar de maltratados e
ultrajados em Filipos, como sabeis, encontramos em Deus a coragem de vos anunciar o
evangelho, em meio a grandes lutas. 3A nossa exortação não se baseia no erro, na
ambigüidade ou no desejo de enganar. 4Ao contrário, uma vez que Deus nos achou
dignos para que nos confiasse o evangelho, falamos não para agradar aos homens,mas a
Deus, que examina os nossos corações. 5Bem sabeis que nunca usamos palavras de
adulação, nem procedemos movidos por disfarçada ganância. Deus é testemunha disso.
6E também não procuramos elogios humanos, nem da parte de vós, nem de outros,
7embora pudéssemos fazer valer a nossa autoridade de apóstolos de Cristo. Foi com
muita ternura que nos apresentamos a vós, como uma mãe que acalenta os seus
filhinhos. 8Tanto bem vos queríamos, que desejávamos dar-vos não somente o
evangelho de Deus, mas, até, a própria vida; a tal ponto chegou a nossa afeição por vós.
9Irmãos, certamente ainda vos lembrais dos nossos trabalhos e fadigas. Trabalhamos dia
e noite, para não sermos pesados a nenhum de vós. Foi assim que anunciamos o
evangelho de Deus. 10Vós sois testemunhas, e Deus também, de quão santo, justo,
irrepreensível foi o nosso proceder para convosco, os fiéis. 11Bem sabeis que, como um
pai a seus filhos, 12nós exortamos a cada um de vós e encorajamos e insistimos, para
que vos comporteis de modo digno de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória.

Responsório 1Ts 1,9b-10; 3,12a.13

R. Vós, irmãos, vos convertestes ao Senhor,
para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro,
esperando o seu Filho vir dos céus,
a quem Deus ressuscitou dentre os mortos.
* Ele nos livra da ira que virá.
V. Que o Senhor faça crescer o vosso amor
para os vossos corações ficarem firmes
em santidade, para a vinda de Jesus. * Ele nos.

Segunda leitura
Da Carta aos Esmirnenses, de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir.

(Inscriptio; nn. 1,1–4,1: Funk 1, 235-237)                 (Séc. I)

Cristo chamou-nos para seu reino glorioso
Inácio, o Teóforo, à Igreja de Deus Pai e de Jesus Cristo, o dileto, rica de todos os dons
da misericórdia, repleta de fé e de caridade, sem que lhe falte qualquer graça, muito
amada por Deus, portadora da santidade, à Igreja que está em Esmirna na Ásia, efusivas
saudações no Espírito imaculado e no Verbo de Deus.

Rendo glória a Jesus Cristo, Deus, que vos deu tanta sabedoria; pois notei como sois
perfeitos na fé inabalável, como que, de corpo e alma, presos por cravos à cruz do
Senhor Jesus Cristo e firmes na caridade pelo sangue de Cristo, crendo com fé plena e
segura que nosso Senhor é em verdade oriundo da estirpe de Davi segundo a carne,
Filho de Deus pela vontade e poder de Deus. Crendo de igual modo que

verdadeiramente nasceu da Virgem, foi batizado por João para que nele se cumprisse
toda a justiça. Crendo que verdadeiramente, foi, sob Pôncio Pilatos e o tetrarca
Herodes, crucificado na carne por nós – a cujo fruto nós pertencemos por sua bem-
aventurada paixão – a fim de, por sua ressurreição, elevar pelos séculos a bandeira que
reúne seus santos e seus fiéis, judeus ou gentios, no único corpo de sua Igreja.

Tudo padeceu por nós para alcançarmos a salvação; e padeceu de verdade, como
também de verdade ressuscitou a si mesmo.

Eu também sei que, depois da ressurreição, vive em seu corpo e creio estar ele ainda
agora com seu corpo. Ao se encontrar com Pedro e seus companheiros, disse-lhes:
Pegai, apalpai-me e vede que não sou um espírito incorpóreo. E logo o tocaram e
creram, unidos à sua carne e a seu espírito. Por esta razão, desprezaram também a morte
e da morte saíram vitoriosos. Depois da ressurreição, comeu e bebeu com eles como
qualquer ser corporal, embora, espiritualmente,unido ao Pai.

Exorto-vos, portanto, caríssimos, embora bem saiba que pensais do mesmo modo.

Responsório Gl 2,19-20

R. Pela Lei eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus.
 Vivo agora esta vida na fé no Filho de Deus, Jesus Cristo.
 * Que me amou e por mim se entregou.
 V. Estou pregado com Cristo na cruz.
Eu vivo, porém, já não eu,
mas Cristo é que vive em mim. * Que me amou.


HINO TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS)

A vós, ó Deus, louvamos,
a vós, Senhor, cantamos.
A vós, Eterno Pai,
adora toda a terra.

A vós cantam os anjos,
os céus e seus poderes:
Sois Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!

Proclamam céus e terra
a vossa imensa glória.
A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos,

Vos louva dos Profetas
a nobre multidão
e o luminoso exército
dos vossos santos Mártires.

A vós por toda a terra
proclama a Santa Igreja,
ó Pai onipotente,
de imensa majestade,

e adora juntamente
o vosso Filho único,
Deus vivo e verdadeiro,
e ao vosso Santo Espírito.

Ó Cristo, Rei da glória,
do Pai eterno Filho,
nascestes duma Virgem,
a fim de nos salvar.

Sofrendo vós a morte,
da morte triunfastes,
abrindo aos que têm fé
dos céus o reino eterno.

Sentastes à direita
de Deus, do Pai na glória.
Nós cremos que de novo
vireis como juiz.

Portanto, vos pedimos:
salvai os vossos servos,
que vós, Senhor, remistes
com sangue precioso.

Fazei-nos ser contados,
Senhor, vos suplicamos,
em meio a vossos santos
na vossa eterna glória.

(A parte que se segue pode ser omitida, se for oportuno).

Salvai o vosso povo.
Senhor, abençoai-o.
Regei-nos e guardai-nos
até a vida eterna.

Senhor, em cada dia,
fiéis, vos bendizemos,
louvamos vosso nome
agora e pelos séculos.

Dignai-vos, neste dia,
guardar-nos do pecado.
Senhor, tende piedade
de nós, que a vós clamamos.

Que desça sobre nós,
Senhor, a vossa graça,
porque em vós pusemos
a nossa confiança.

Fazei que eu, para sempre,
não seja envergonhado:
Em vós, Senhor, confio,
sois vós minha esperança!

Oração

Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração, e amar todas as
pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora
 V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O QUE DEVEMOS DAR GRAÇAS...

A tudo devemos dar graças a Deus, pois tudo é graça do Pai. Aprendemos com a vida, e seus fatos e acontecimentos que não podemos dar ouvidos somente à voz da nossa consciência, mas também e, sobretudo, àquele que tudo sabe, do qual provém toda a nossa força e vida ao que, pela sua providência conseguimos realizar: Deus, à Ele toda honra e toda glória.
É possível, lamentavelmente, ver pessoas que não têm o mínimo de sensibilidade ao que é denominado de amizade e sinceridade, bem como ao que um dia recebeu...Deus sabe todas as coisas. Obrigado por tudo.
Pe.Rosival

domingo, 22 de julho de 2012

DAI SEMPRE GRAÇAS AO SENHOR

É comum ouvirmos pessoas falarem de seus momenots de tristezas; das angústias que provém de situações embaraçosas, dentro e fora do seu convívio familiar, social, religioso...Para algumas pessoas, parece até que são situações intermináveis, justamente pelo gráu de dor e sofrimento. Isto não ocorre somente com algumas pessoas, mas todo ser humano inserido no mundo presente.Ao mesmo tempo que isso ocorre, por vezes não nos damos conta de que não estamos sozinhos. Deus está conosco. Surge aí uma pergunta: Mas por que será, se Deus está conosco, Ele não nos tira de tal sofrimento...? É que não estamos acostumados, ou cientes que Deus também sofre consoco, pelo fato de que nós recebems d'Ele tantas bênçãos e, que por vezes esquecemos de darmos graças; de reconhecermos que é Ele o Senhor de tudo e de todos. Outro fato, é que a solução encontra-se bem dentro do nosso ser: nos abrirmos a Ele. Nem toda dor é para o nosso sofrimento, mas também para a nossa correção; para nos despertarmos ao mundo transcendente, e não vivermos tão somente para o nosso.
O salmista na Liturgia das Horas, Laudes da IV semana do tempo comum, nos faz ver de forma clara que, é somente dando graças ao Senhor, por tudo mesmo que d'Ele revebemos tudo, pois a vida já nos é o motivo maior da nossa alegria e da nossa felicidade(sl 117/118).
Pe.Rosival

domingo, 15 de julho de 2012

CHAMADO E ENVIO

Diante dos apelos que o mundo faz, e de forma insistente e constante, ter uma visão esclarecida e esclarecedora da missão de todo batizado, se faz mais do que necessário, visto sermos, cada um em particular, uma realidade cósmica, universal, social, o que não impede de vivermos particularidades, mas nunca o individualismo. Deixaria, contudo, isso, de ser o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, quando olhamos os evangelhos de maneira orante, contemplativa e encarnado na história de cada um de nós, vemos que  não dá para individualizarmos o Evangelho, muito menos Jesus Cristo.
O evangelista São Marcos, faz um registro muito interessante, o que nos dá a possibilidade de compreender um Deus incansável de querer abranger a todos, independentemente dos rótulos que impomos nos outros. É possível, com clareza vermos dois marcos importantes: primeiro, Ele chama os doze, mas não faz em primeiro lugar uma reunião, e diz, olha, todos vocês estão sendo chamados, depois envia-os como se fosse um montoado de gente. Tudo acontece pedagogicamente correto, segundo o seu estilo, de quem ensina com a vida.
- Ele vai em direção a cada um, como que olhando nos olhos, sentido as batidas do coração, a emoção e energia que emanava de cada um;entendo e compreendendo as limitação de cada um, utilizando-se, inclusive das próprias limitações de alguns deles, e com seu jeito,moldando cada um deles. Ele conhecia cada um em particular, vendo e sentindo o carisma de cada um. O mesmo fazia no acompanhamento de cada um, quando era preciso corrigir, o fazia com sabedoria, sem, é claro, deixar de ser verdadeiro.Depois, os enviou dois a dois, dando-lhes o poder sobre os espíritos impuros. E com certeza, deve ter mostrado como deveria ser a vida do evangelizador. Mostrou também a importância de ir evangelizar em outros lugares.
Pe. Rosival

 

sábado, 14 de julho de 2012

NÃO DEVEMOS ESQUECER DO NOSSO DEUS

Não perco a esperança de um dia poder ver a grandeza de Deus brilhar, se não em vida, mas as futuras gerações, e lá da eternidade poder vislumbrar um novo acontecendo.Esta certeza da visão futura não nos deve ser algo fora do normal, podendo  até ser dentro da possibilidade do homem necessário e urgente para os tempos atuais, visto ser uma realidade que todos devemos buscar, em razão da nossa felicidade, como um todo.
É, sim, do conhecimento de todos, visto vivermos o mundo da globalização, que vivemos uma situação catastrófica, de degradação da identidade do ser humano. Sem muito esforço, é possível visualizar que o nosso sistema cósmico, vive situações de instabilidade do ponto de vista humano, pois o globo terrestre está se degradando por causa da chamada "cultura humana", ou se quisermos, "civilização humana". Eu diria de forma mais apropriada, uma verdadeira cultura do absurdo, e sem menos, uma civilização também do absurdo e do inconsequente. A Palavra de Deus nos faz ver que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, e colocado no mundo, para ser o ordenador das coisas de Deus. Mas como isso é possível, se ele mesmo é o  próprio a destruir tudo que faz bem; causa prazer a si, como a destruição das matas, dos animais, poluição das águas...Sendo assim, torna-se praticamente impossível acreditar que Deus fique feliz conosco, ainda que usando de sua eterna misericórdia.
Quando o homem perde o bom senso, a capacidade de reflexão, é o que dá: destrói a si, e sem piedade, consegue eliminar as sociedades humanas , sem dor e piedade, os seres indefesos. Logo, podemos, sem nenhuma demora, aguardar as reprovações de Deus. Talvez seja o que estejam esperando, ou quem sabe, duvidando, subestimando o próprio SER.
"Palavras de Amós, que foi um pastor de Técua: visão que teve sobre Israel, no tempo de Ozias, rei de Judá, e de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto.
Disse ele:
'O Senhor ruge desde Sião, faz ouvir sua voz desde Jerusalém; choram os campos dos pastores e seca o topo do Carmelo'. Assim fala o Senhor: 'Pelos três crimes de Damasco; pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra: pois eles esmagaram Galaad com carros de ferro. Porei foto na casa de Hazael e o fogo queimará as casas de Ben-Adad; quebrarei as trancas de Damasco e destruirei a população de Biceat-Áven e os chefes de Bet-Éden; o povo da Síria será deportado para Quir", diz o Senhor...."( Am 1,1__2,3).


sexta-feira, 13 de julho de 2012

OFÍCIO DAS LEITURAS...

O que devemos suportar?
Segundo São Policarpo, tudo devemos suportar, para que Deus também nos suporte. Não podemos ver tal afirmação, como se não houvesse também outras formas de sofrimento. Deus quer com  certeza que suportemos tudo, mas que não deixemos de lado outras possibilidades de minorar os sofrimentos do nosso povo tão maltratado. Logo, sabemos que Deus estará sempre presente em nossas vidas.
Deixemos que Deus tome parte de nossa caminhada de fé. Que Ele não nos deixe fora do seu projeto de vida digna para todos os irmãos e irmãs.

domingo, 8 de julho de 2012

ORAÇÃO DAS VÉSPERAS IV SEMANA DO SALTÉRIO - OFÍCIO DAS LEITURAS

É prazeroso poder meditar às cartas de São Paulo, porque ele nos dá o verdadeiro sentido do nosso batismo; descobrimos com ele que a vida cristã vai para além dos ritos somente, mas que passa a ter depois do mesmo, uma inserssão no meio do povo, principalmente frente à realidade ainda não conhecida por quem vive a penas no seu núcleo de evangelização, ou sacramental. Ele vai ao encontro de um povo carente, marginalizado pelos opressores do seu tempo, onde lá Deus é desconhecido, onde só existe o mal, a perversidade. Os que lá tentam chegar são ameaçados à não ir, reconhecendo-os, ou se autodenominando estranhos; lugar não aconselhado aos que são bons, ou puros de coração e de intenções. Tudo isto com a finalidade de não serem iluminados,ou suas ações más não serem conhecidas mais de perto. São Paulo passa por todos esses lugares, deixando sua marca, e marca de um homem comprometido com a verdade que provém do Evangelho, do próprio Cristo, a qual cabe em qualquer lugar. Ele vai aos lugares, mas não se contenta apenas em passar ou ficar por pouco tempo. Ver também a necessidade da sua presença em outros lugares. Em razão do seu compromisso com aquela realidade, não esquece, e ao retornar encoraja, reanima o povo que já se encontra na caminhada, mostrando a importância de perseverar no propósito um dia conhecido, ensinado  e vivido pelo apóstolo dos gentios.
Diante das palavras belíssimas de São Paulo, vejo uma que muito me sensibiliza: "Pois a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência..."(IICor 1,12). Vemos aqui que é preciso que nossas palavras reflitam nossas ações e nossas ações nos leve a falar e vivermos profeticamentr.
A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!
Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia! Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações.Se, pois, somos atribulados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, a qual se efetua em vós pela paciência em tolerar os sofrimentos que nós mesmos suportamos. A nossa esperança a respeito de vós é firme: sabemos que, como sois companheiros das nossas aflições, assim também o sereis da nossa consolação. Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia. Fomos maltratados ali desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sair com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte, para que aprendêssemos a pôr a nossa confiança não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou e nos livrará de tamanhos perigos de morte. Sim, esperamos que ainda nos livrará se nos ajudardes também vós com orações em nossa intenção. Assim esta graça, obtida por intervenção de muitas pessoas, lhes será ocasião de agradecer a Deus a nosso respeito. A razão da nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que, no mundo e particularmente entre vós, temos agido com santidade e sinceridade diante de Deus, não conforme o espírito de sabedoria do mundo, mas com o socorro da graça de Deus. Em verdade, não vos queremos dizer coisa alguma diferente da que ledes em nossas cartas, e que compreendeis. E espero que reconheçais até o fim, como aliás já o tendes em parte reconhecido, que nós somos a vossa glória, exatamente como vós sereis a nossa, no dia do Senhor Jesus. (IICor 1,1-2).
Pe.Rosival Gomes da Silva

sexta-feira, 6 de julho de 2012

DEUS NOS CONQUISTOU

Desde o amanhecer nos perguntamos: por que será que Deus nos ama? Por que será que o amor de Deus por nós é tão grande? E por que  será que não procuramos corresponder ao amor do Pai? É possível encontrar  uma infinidade de resposta, mas uma delas é a que nós devemos buscar estar mais em comunhão com Deus, sem deixar de clamar a todo instante: Senhor, aumenta a minha fé, ela é o fundamento, a certeza que devemos e podemos ter, se assim buscarmos de forma insistente, constante, porque sabemos que são muitas as atrações de um mundo cruel que nos cerca, ou que estamos envolvidos. Quando nos debruçamos  no Segundo Livro das Crônicas 20,1-9.13-24- Ofício das Leituras - sexta feira da 15ª Semana do Tempo Comum, vemos de maneira clara o poder admirável de Deus sobre o seu povo, o que também não é diferente de nós.
O Espírito de Deus age em cada um de seus filhos e filhas. Ele mesmo, com suas palavras, nos mostra que não devemos nos assustar, nem termos medo daqueles que em multidão, vêm para nos atacar, nos ferir, nos destruir, porque a luta não é nossa, mas de Deus. Pede tão somente que sejamos obedientes à sua Palavra, e o quanto o poder da oração é funamental para as grandes decisões. Encontramos neste relato o que vem para nos reanimar nos propósitos do Senhor para conosco: "...Josafá prostrou-se com o rosto por terra e toda Judá e os habitantes de Jerusalém caíram diante do Senhor e o adoraram. Os levitas da linhagem dos coatitas dos coreitas começaram então a louvar o Senhor, Deus de Israel, em alta voz". Quando clamamos o Senhor verdadeiramente com sinceridade, as maravilhas acontecem. Ele chega onde nós não imaginamos. Vemos caros internautas, " nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contras os principados e contra as potestades, contra os espíritos do mal". Que estejamos alertas, vigilantes, atentos. 
 Pe. Rosival

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FIDELIDADE DE DEUS

Hoje podemos encontrar com facilidade pessoas que não acreditam mais na chamada FIDELIDADE, embora ela seja necessária e urgente, não está em desuso, visto ser a pessoa composta de valores, porém  de limites. Ela deve ser vista em toda parte, em todas as relações e instância da sociedade. Eu diria que, hoje, é praticamente difícil se manter qualquer estrutura  na humanidade se não houver fidelidade, a sociedae e o ser humano sem ela se desistruturaria. Perderia, por sua vez, o rumo certo. Podemos buscar a fundamentação  da felicidade na própria Palavra de Deus quando o salmista afirma categoricamente: " O Senhor é amor fiel em sua Palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou". Sendo assim, não haveria porquê do homem, em sã consciência rebelar-se contra princípios da vida. É claro que em muitas situações, mesmo tendo havido um compromisso firmado no papel, socialmente, religiosamente, vemos o quanto a fraqueza do ser humano ainda torna impossível aquilo que o óbvio; torna distante a realidade tão próxima pela vivência do próprio Deus Pai, do Deus Filho e do Deus Espírito Santo, a prática, a vivência da FIDELIDADE. A fidelidade está muito correlacionada com a expressão OBDIÊNCIA, hoje também equidistante do que para Deus sempre foi possível. tudo quanto Deus ensinou, foi porque viveu em Seu Filho Jesus Cristo, mostrando-nos que é possível à nós, isto porque Ele mesmo disse:"Eis que eu estarei sempre convosco, até o fim dos tempos"; "Não vos deixarei orfãos"; "Permanecei no meu amor..." "Sem mim nada podeis fazer". São expressões que nos animam na caminhada rumo ao possível, ao óbvio, isto porque não estamos, nem estaremos sós. Para cumprirmos a vontade do Pai, sozinhos, sem Ele, jamais conseguiremos. Mas precisaríamos orar, rezar com o salmista, ainda: "Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura".
Não pensemos ilusoriamente que Deus está distante de nós" Como poderia um pai ficar distante de seus filhos, ainda que seja um pai que não tenha descoberto o Amor do Pai? Principalmente o Deus e Pai de todos. O seu olhar nos acompanha não importa aonde estejamos, Ele é onipresente na vida de todos e todas: " É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o  invoca, de todo aquele que o invoca lealmente". Olha que puchão de orelha de forma tão amorosa! Olha o que Ele espera de nós! Não podemos resistir ao seu amor!.
Pe. Rosival Gomes da Silva

quinta-feira, 28 de junho de 2012

VER E SENTIR DEUS

O evangelista João chega a afirmar que ninguém jamais viu a Deus. Não podemos e nem deveos ter a idéia dos panteísta que afirmavam que tudo era Deus, mas podemos voltar nosso olhar às maravilhas criadas e alí concluirmos que Deus se faz presente  em cada ser criado. As coisas, o ser humano, somos todos criaturas de Deus, mas jamais somos nem seremos Deus, o que não nos impede de contemplar suas maravilhas. Os olhos da nossa fé são capazes de ver o Deus que nos ama, e até tocar, se for o caso. Ora, o Senhor também de forma simples,nos profere uma palavra que nos leva à uma reflexão: " Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus". Aqui podemos nos alegrar que a nossa visão de Deus é, sim, possível, porém, temos que levar uma vida digna de amor visual. Se O amamos, nos transformamos, logo, receberemos a recompensa: vê-Lo. Portanto, Deus nos quer purificados, renovados, transformados por dentro e por fora.
"Ora, ver a Deus é gozar a vida eterna. No entanto, que Deus não possa ser visto, as colunas da fé, João, Paulo e Moisés, o afirmam. Percebes a vertigem que arrasta logo o espírito para as profundezas do conteúdo desta questão? De fato, se Deus é a vida, quem não vê a Deus não vê a vida. Mas que não se possa ver a Deus, tanto os profetas quanto os apóstolos, levados pelo Espírito divino, o atestam. Em que angústia, portanto, se debate a esperança dos homens? Contudo, Deus vem erguer e sustentar a esperança vacilante, assim como fez a Pedro, a ponto de afundar, firmando-se na água tornada resistente ao caminhar, para que ele não se afogasse"(Das Homilias, de São Gregório de Nissa, bispo). Que as nossas ações sejam de tão forma que possam dizer, realmente, Deus existe.
Pe.Rosival Gomes da Silva

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O OLHAR DE DEUS...

Afirmamos a todo instante, em qualquer parte onde estivermos que Deus em toda parte se faz presente. Mostramos à todas as pessoas, e com veemência que Ele ama a todos. Não é também diferente quando, em  nossas pregações, palestras e orações que Ele sofreu a Paixão, Morte e que ao terceiro dia Ressuscitou, e isto foi  por toda a humanidade, pelos justos e injustos; pelos santos e pelos pecadores. Não há nada estranho em tudo isso, quando em algum momento fazemos uma reflexão. Mas também surge em nossa meditação algo que muito nos inquieta; de uma certa forma nos deixa perplexos quando olhamos nossas famílias como que pedindo socorro, e que em podemos, literalmente ver muitas delas gritando: "socorro, precisamos de ajuda"! Se nos dirigirmos a elas, podemos sem muito esforço constatar que  existem certas situações por, indo direto ao assunto, somos todos cúmplices, porque encruzamos nossas mãos, braços e pés; fechamos nossos olhos à realidade bem próxima, bem dentro de nós e, que ainda mais, nos deparamos com pessoas que tiram a culpa de si, para responsabilizar as instituições, se bem que muitas delas também têm culpa, sim.
Mas o que Deus quer nos falar, hoje, é que Ele veio, sim,para todos, mas sobretudo para os que mais precisam. São os doentes que carecem de medicamentos e médicos. Podemos confirmar tal verdade quando lemos a antífona do salmo 10(11): "Os olhos do Senhor se voltam para o pobre". É preciso que em meio a tantas injustiças contra os indefesos, tenhamos muita confiança no Senhor, não para nos omitir da nossa contra o mal, uma confiança na luta, uma constante luta, para podermos combater como o bom combate, armados com a armadura que a nossa fé, fazendo valer os valores cristãos. A nossa fome e a nossa sede dos elementos materiais, devem nos levar à uma fome e sede de luta pela justiça e pela verdade, e quando nossas mesas estiverem fartas, que continuem a fome e sede de justiça em favor dos menos favorecidos do nosso tempo.
Confiança inabalável em Deus

No Senhor encontro abrigo;
como, então, podeis dizer-me:
"Voa aos montes, passarinho!

Eis os ímpios de arcos tensos,
pondo as flechas sobre as cordas,
e alvejando em meio à noite
os de reto coração!

Quando os próprios fundamentos 
 do universo se abalaram, 
o que pode ainda o justo?"

Deus está no templo santo,
e no céu tem o seu trono;
volta os olhos para o mundo,
seu olhar penetra os homens.

Examina o justo e o ímpio,
e detesta o que ama o mal,
Sobre os maus fará chover
fogo, enxofre e vento ardente,
como parte de seu cálice.

Porque justo é nosso Deus,
o Senhor ama a justiça.
Quem tem reto coração
há de ver a sua face.

Caríssimos internautas, tenhamos nossas vidas nas mãos e no coração de Deus, Ele sabe o que fazer com cada um de nós, mas não deixemos de lutar.
Pe.Rosival Gomes da Silva

domingo, 24 de junho de 2012

CHAMADO A SER PROFETA

O homem de Deus nem sempre é aquele que está em meio aos tumultos, mas vejo que ele deve se encontrar recolhido para se abastecer de Deus, para depois transbordar, recolher-se é diferente de encolher-se. Quando toma-se uma decisão dessas, é para que haja uma mergulho bem mais profundo no absoluto divino. muitos podem até sentir falta de quem um dia sempre esteve presente de uma forma mais comunicante, ou até externamente envolvente, mas há várias formas de se viver presente no cotidiano das pessoas, numa comunidade. O tempo de Deus não é alguém que    determina, nem mesmo o poder institucional, é o próprio ser uma vez envolvido com o divino, que termina descobrindo o tempo do Pai, e o próprio Pai o faz com que algo possa ser feito nesse sentido, dando,contudo a direção certa.
Sempre admirei o santo em destaque, São João Batista, por ser tão entregue ao projeto do Pai nas duas dimensões: homem de Deus e homem do povo; homem do povo e homem de Deus. E aqui quero registrar o Hino do Ofício das Leituras:

Dos tumultos humanos fugiste,
no deserto te foste esconder,
para a vida guardar reservada
da ganância da posse e do ter.

O camelo te deu roupa austera,
das ovelhas com lã te cingiste;
e com leite, bebida modesta,
gafanhotos e mel te nutriste.

Os profetas cantaram apenas
o profeta futuro, o Esperado;
tu, porém, vais à frente, mostrando
quem do mundo apaga o pecado.

Entre os homens nascidos na terra,
não se encontra um mais santo que João.
O que lava o pecado do mundo
ele, em água, o lavou no Jordão.

O louvor da cidade celeste
a vós, deus Uno e Trino convém,
e nós, servos humildes, pedimos
piedade aos remidos. Amém.

Aqui encontra-se o sentido de quem busca apresentar Jesus, Caminho, Verdade e Vida, dentro dos carismas que o Senhor o apresentar para o momento, e há momentos que o silêncio é um dos maiores carismas. Deus sabe todas as coisas.
Pe.Rosival Gomes da Silva

sábado, 23 de junho de 2012

O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA

O nascimento de João Batista nos trás alguns elementos de grande importância, não somente para a nossa fé, mas também para com a nossa vida frente a um mundo que desde sempre nos espera, com atitudes, postura de quem é chamado por Deus em vista de uma missão. A nossa fé não pode se reduzier apenas e tão somente a elementos ad intra, mas ad extra, ou seja, uma fé cuja postura seja a de levar aos outros o fruto da nossa vivência e convivência pessoa com o Deus da Biblia. Há duas  esperas: uma que parte de Deus para o ser criado à imagem e semelhança do próprio Deus: o homem. A outra que parte de homem em relação a Deus, cuja expectativa desse é o encontro de uma  solução aos problemas do tempo presente, como por exemplo: injustiças e desigualdades sociais; violência contra a dignidade do ser humano e o direito à vida na sua plenitude, mas também em suas necessidades mais básicas e emergentes; o desreispeito à natureza, ao universo criado pelo próprio Deus.
Há como que em todo ser humano uma sede de ver acontecer seus projetos, sonhos acontecerem de forma plena, ainda que demore, mas não importa o tempo, mas que venha.
Vemos de forma transperante, clara e evidente, sem deixar de ser surpreendente, que o nascimento de João, pelas circunstâncias, apresenta-se como acontecimento maravilhoso, fantástico, fora dos padrões humanos, daquilo que seria normal às mulheres  da época. Sem dúvida, não deixaram de acontecer murmúrios e exclamações de curiosos, ou não, quando souberam que uma anciã estério tornara-se mãe. Mãe! Com certeza, todos atônitos, faziam percorrer tal notícia aos quatro cantos daquele lugar, fazendo chegar até aos mais longícuos. E quando souberam do nome inesperado, e mais ainda, a fala inesperada. É claro que vemos em tudo isso um extraordinário ato da misericórdia de Deus. O tempo de Deus esta acontecendo, e acontece em todo aquele que sabe esperar o momento certo, assim nos lembramos do fato de Rebeca: "Quando chegou o tempo de dar à luz, ela tinha gêmeos no ventre"(Gn 24,25).
O nascimento de alguém trás muita alegria, esperança, certeza da existência de Deus, mas também de um futuro melhor,promissor. A visão de Zacarias é recuperada, a fala daquele Menino é naquele momento a certeza de uma Voz firme, poderosa, que vem para anunciar o Salvador, por isso que já naquela época se festejava os grandes acontecimentos, o que não seria diferente também com o nascimento de João Batista. Lemos em Gênesis 30,13: "Lia disse: Para felicidade minha, pois as mulheres me felicitarão". E Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo profetizou:
"Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque  se preocupou em resgatar seu povo
Suscitou-nos uma eminência salvadora na Casa de Davi, seu servo, como havia prometido desde tempos antigos por boca de seus santos profetas: salvação diante de nossos inimigos, do poder de quantos nos odeiam, tratando com lealdade nossos pais e recordando sua aliança sagrada, aquilo que jurou a nosso pai Abraão, que nos concederia"(Lc 1,68-73).
Que a nossa alegria, à comemoração do nascimento de João Batista, seja realmente algo profundo, além do simples fato das bandeirola, fogueiras e fogos, e algo mais que queiram acrescentar, buscando o sentido para nossas vidas, em família, em grupo; que nossas relações de amizade para com o próximo sejam sinceras... Apontemos para Jesus, Caminho, Verdade e Vida, nosso presente e o nosso futuro.
Hino da I Véspera-Liturgia das Horas:
Doce, sonoro, ressoe o canto,
minha garganta faça o pregão.
Solta-me a língua, lava-me a culpa,
Ó São João!

Anjo no templo, do céu descendo,
teu nascimento ao pai comunica,
de tua via preclara fala,
teu nome explica.

Súbito mudo teu pai se torna,
pois da promessa, incréu, duvida:
apenas asces, renascer fazes
a voz perdida.

Da mãe no seio, calado ainda,
o Rei pressentes num outro vulto.
E à mãe revelas o alto mistério
do Deus oculto.

Louvor ao Pai, ao filho unigênito,
e a vós, Espírito, honra também:
dos dois provindes, com eles sois
um deus. Amém.

Pe.Rosival Gomes da Silva


domingo, 17 de junho de 2012

O NOSSO DEUS MERECE TODO O NOSSO LOUVOR E ADORAÇÃO

SALMOS 111

Deus é louvado por amor das duas obras maravilhosas 

1 Louvai ao Senhor. De todo o coração darei graças ao Senhor, no concílio dos retos e na congregação.

2 Grandes são as obras do Senhor, e para serem estudadas por todos os que nelas se comprazem.

3 Glória e majestade há em sua obra; e a sua justiça permanece para sempre.

4 Ele fez memoráveis as suas maravilhas; compassivo e misericordioso é o Senhor.

5 Dá mantimento aos que o temem; lembra-se sempre do seu pacto.

6 Mostrou ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações.

7 As obras das suas mãos são verdade e justiça; fiéis são todos os seus preceitos;

8 firmados estão para todo o sempre; são feitos em verdade e retidão.

9 Enviou ao seu povo a redenção; ordenou para sempre o seu pacto; santo e tremendo é o seu nome.

10 O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; têm bom entendimento todos os que cumprem os seus preceitos; o seu louvor subsiste para sempre.



domingo, 10 de junho de 2012

Décimo Domingo do tempo comum-Leitura Breve Ez 36,25-27 Liturgia das Horas

Aqui na profecia de Ezequiel é possível nos darmos conta que Deus quer nos fazer uma grande transformação, nos lavando, nos purificando de todo contágio humano,vindo de fora, do convívio com uma realidade que desde sempre, desde o início dos tempos vem tentando combater. Não significa um combate a convivência humana, com os seres humanos, pois isto é de uma grandeza imensa, mas sim, aquilo que faz do ser humano, escravo de si e dos outros, bem como das coisas materiais. Ele fala de uma água pura, mas de quê água Ele quer falar? Percebo que trata-se da revelação de Deus através de Seu Filho Jesus Cristo, pois este fragmento é de um texto do Antigo Testamento, onde todos esperavam a realização da promessa do Pai. Podemos vislumbrar, desde já, o pré-anúncio da chegada de Jesus,  A Água viva, purificadora de nossas vidas – “Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos”. E por que Ele haveria  de fazer tão  grandiosa façanha ? A resposta é clara, pelo fato de não agradar-LHE o comportamento das pessoas de então. Como ontem, hoje Ele quer nos dar um coração novo, e colocar dentro  de nós um espírito novo, renovado pelo seu amor,instrumento este capaz de arrancar de dentro de nós, do nosso corpo o coração de pedra, de orgulho, vaidade, maldades, ressentimentos, violento,calculista, injustiças..., pois somente um coração de carne pode ter sentimentos, sensibilidade; somente um coração de carne, vertendo de sangue, vida é capaz de agir com critérios de verdadeiro humanismo; de poder olhar para o outro e dizer: aí está a minha verdadeira imagem, não posso fazer com ele o que eu não  gostaria  que ele fizesse comigo. Ele mesmo vai fazer com que cumpramos os seus mandamentos. Mas não basta somente Deus querer, é preciso que eu também queira e busque cumprir a Sua vontade, porque Ele sempre estará pronto a nos  ajudar; ao mesmo tempo estarmos fugindo das ocasiões que nos leve ä vulnerabilidade dos nossos pensamentos e atitudes,  contrariando desta forma a vontade do Senhor, mas estarmos sempre vigilantes no  e com o  Senhor.
Pe.Rosival Gomes da Silva

sábado, 9 de junho de 2012

O QUE DEVE SER PRIORIDADE

Vivemos numa sociedade em que quem está no poder, não deveria pensar na realidade humana como algo voltado somente para o seu bem, o que aliás, é dever e direito de todos e de todas uma saúde com qualidade, assim é o que preconizado pelo SUS: UM DIREITO  DE TODOS E DE TODAS, E UM DEVER DO ESTADO. Na filosofia, e  mais  precisamente para o filosófo(                      ) o que "é""'é", não deixa de ser, a não ser que o homem possa fazer alguma manobra, mesmo assim, continuará sendo o que "é". Vemos, portanto, que a nossa realidade social mudará na medida em que cada um viver tomar consciëncia  do seu papel como protagonista das mudancas que precisamos. É comum querermos que as pessoas mudem, mas nem sempre fazemos com que tais mudancas ocorram apartir de nós.
Aqui,  quero referir-me ao  que todos nós precisamos focalizar no  tema tão  pertinente, a SAÚDE MENTAL,hoje vista pelos governos  federal, estadual, municipal com grande preocupacão,  uma vez que famílias inteiras vëm sofrendo por causa das drogas. É necessário uma organizacão e consolidacão da rede. Vemos o seguinte: "De acordo com os princípios, diretrizes e normas do Sistema Único de Saúde, da Política Nacional de Saúde Mental e das leis Federais n.10.216/01 e n. 10.708/03, a IV CNSM-I propõe implantar,  implementar,  ampliar,  consolidar e fortalecer a rede de servicos substitutivosem Saúde Mental, em todo país, com prioridade para as regiões com vazios  assistenciais: equipe de saúde mental na atencão básica, Centros de Atencão Psicossocial - CAS I, CAPS II, CAPS III, CAPS AD(álcool e drogas) e CAPS I(Infantil); Centros  de convivëncia; Residëncias Terapëuticas; emergëncias psiquiátricas e leitos para saúde mental em Hospitais Gerais,  leitos clínicos para desintoxicacão em Hospitais Gerais, atendimento  móvel de urgëncia e demais  servicos substtutivos necessários aos cuidados contínuos em Saúde Mental". Mas não basta ter acontecido uma Conferëncia Nacional de Saúde Mental, é preciso sair do papel, mobilizar toda a sociedade, pois a cada dia vemos problemas problemas sempre mais agravantes, comprometendo muitas  vidas, em outras palavras, toda a sociedade.
Pe.Rosival

terça-feira, 29 de maio de 2012

OS SACRAMENTOS

É comum nos depararmos com pessoas que buscam os sacramentos, na grande maioria sem o mínimo de conhecimento, logo, sem vivência nenhuma de Igreja - comunidade.
Os sacramentos são um conjunto, ou relação de vidas que se intercalam,ou que se comunicam entre si, um não existe sem o outro, e todos se completam, buscando uma única comunhão com Deus.

Os Sacramentos da Igreja são sete e foram instituídos pelo próprio Cristo:

O Batismo:

O santo Batismo é o fundamento da vida cristã e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, comos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão (Concílio de Florença).

O Batismo é um sinal indelével (que não se pode apagar). É necessário à salvação do indivíduo e, através dele, todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais cometidos até aquele momento, bem como todas as penas desses pecados. No entanto, certas consequências temporais do pecado permanecem, como os sofrimentos, a doença, a morte ou as fragilidades ligadas à vida, como as fraquezas de caráter, a propensão ao pecado.

Em caso de necessidade qualquer um pode batizar, desde que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja, e que derrame água sobre a cabeça do candidato dizendo: "Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1275 a 1284).

A Confirmação (crisma):

Este Sacramento aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação Divina, tornando mais sólido nosso vínculo a Jesus e à Sua Igreja. Como o Batismo, imprime um caráter indelével na alma do cristão, por isso só pode-se recebê-lo uma vez na vida.

O rito é realizado através da unção com o santo crisma (óleo abençoado) na fronte do batizado. Normalmente é realizado pelo Bispo diocesano, mas pode ser realizado por sacerdotes sob a autorização dele (Código de Direito Canônico, cânon 882 e Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1315 a 1321).

A Eucaristia:

É o Sacramento dos Sacramentos. É o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa Sua Igreja e todos os seus membros a Seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a Seu Pai; por Seu sacrifício Ele derrama as graças da slavação sobre o Seu corpo, que é a Igreja.

A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo. Não "memorial" no sentido de lembrança mas, através dela, nos transportamos realmente ao Calvário no momento da entrega de Cristo.

É Cristo mesmo que, através do sacerdote, oferece o sacrifício eucarístico. É também o mesmo Cristo que está realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

Apenas os sacerdotes devidamente ordenados (padres) podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para se tornarem o corpo do Filho de Deus.

O corpo e o sangue de Cristo devem ser recebidos em estado de graça, ou seja, sem que estejamos manchados por pecados. Se alguém se vê em pecado é melhor que não comungue, pois quem toma o corpo e sangue de Jesus em pecado toma a sua própria condenação. Neste caso o fiel deve confessar-se antes de retornar ao banquete Santo.

Através da comunhão do corpo e sangue do Senhor, os pecados veniais (leves) são perdoados e o fiel é preservado dos pecados graves.

A Igreja lembra também que a visita ao Santíssimo Sacramento (Jesus presente no Sacrário numa comunidade perto de você) é uma prova de gratidão e de amor para com Cristo (Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1406 a 1418).

A Conversão, ou Confissão, ou Penitência, ou Reconciliação:

A Bíblia nos diz: "Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).

Como vimos, a Igreja possui a autoridade dada por Cristo de prdoar ou não os pecados dos fiéis. Claro, a Igreja jamais deixa de perdoá-los, pois não existe para condenar, mas para salvar os filhos de Deus.

Quem peca fere o amor de Deus. Além disso o pecado sempre gera consequências físicas, ou seja, algum mal à Igreja e/ou ao mundo inteiro. Para repará-las as indulgências podem ser conquistadas para si mesmo ou para as almas do Purgatório (onde as almas se purificam antes de entrar no céu). Elas podem ser obitidas rezando-se o terço, fazendo meia hora de aordação ao Santíssimo Sacramento e rezando-se um Pai Noss, uma Ave Maria e um Glória ao Pai ao Santo Padre, o Papa.

Para confessar-se é preciso que se esteja arrependido, se mencione os pecados a um sacerdote (padre), por piores que sejam, pois jamais seremos condenados por eles, e a vontade de cumprir a penitência dada por ele (sacerdote) para a reparação dos pecados confessados.

É sempre importante, antes de se confessar, fazer um cuidadoso exame de consciência, procurando lembrar-se de todos os pecados cometidos desde a última confissão. Para este fim é útil a leitura dos dez mandamentos de Deus e/ou do Sermão da Montanha (Mateus, dos capítulos 5 ao 7)(Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1485 a 1498).

A Unção dos Enfermos:

Este sacramento confere uma graça especial ao cristão doente, portador de doença que que lhe ofereça perigo de morte, ou ao idoso.

Somente o Bispo ou os sacerdotes estão autorizados a empregar este sacramento (Código de Direito Canônico, cânon 1003). É utilizado óleo consagrado pelo Bispo ou, em caso de urgência, consagrado pelo próprio sacerdote.

Unge-se as mãos e a fronte do doente e pede-se uma graça especial ao fiel.

Ao empregar-se este sacramento, todos os pecados do fiel são perdoados, caso o doente não possa obtê-lo pelo sacramento da Penitência. Também é restabelecida a saúde, se isso convier à salvação espiritual. Garante-se também a preparação para a passagem a vida eterna (Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1526 a 1532).

A Ordem:

São Paulo diz a Timóteo, seu discípulo: "Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti pela imposição de minhas mãos" (2Tm 1,6). A Tito ele dizia: "Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi" (Tt 1,5).

Os fiéis da Igreja possuem o chamado "sacerdócio comum", que é uma participação no sacerdócio de Cristo.

No entanto, a Igreja necessita do sacerdócio ministerial, aquele cujos ministros sagrados recebem um poder sagrado para o serviço dos fiéis.

Esse sacramento pode ser dado somente a homens, sendo que apenas aos solteiros pode ser conferido para o presbiterado (padres e posteriormente Bispos, se assim for a vontade de Deus). Os casados podem recebê-lo e tornarem-se diáconos, que são aqueles que auxiliam o Bispo e o sacerdote. Não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação lhes confere funções importantes no ministério da Palavra, do culto divino, do governo pastoral e do serviço da caridade, tarefas que devem cumprir sob a autoridade pastoral de seu Bispo.

Este sacramento é conferido pela imposição das mãos, conforme era feito pelos Apóstolos e é seguido por uma solene oração consacratória.

Este sacramento também imprime um caráter indelével. É conferido pelo Bispo (Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1590 a 1600).

O Matrimônio (sacramento):

Este Sacramento significa a união de Cristo com a Igreja. Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor com que Cristo amou Sua Igreja; a graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna (Concliío de Trento).

Ao contrário do que muitos pensam, quem celebra o casamento são os noivos. O ministro presente é uma testemunha da Igreja. O Matrimônio baseia-se no consentimento dos contraentes, isto é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo.

Este Sacramento é indissolúvel. Quando o casal se separa na lei dos homens, permanecem casados na lei de Deus e um novo relacionamento ou um novo casamento civil leva ao pecado de adultério. Neste caso a pessoa que assim procede não se deve sentir excluída da Igreja. Apenas não poderá ter acesso à comunhão eucarística (corpo e sangue de Cristo).

Há casos em que a Igreja reconhece que um casamento não foi selado por Deus. Não que a Igreja cancele o Matrimônio, não é isso. Ela apenas, através de provas, chega à conclusão que os cônjuges não estavam maduros espiritualmente no momento do casamento e, por este motivo, esse jamais fora válido. Dúvidas quanto à nulidade do casamento devem ser levadas.
Pe.Rosival

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O BRASIL DAS CONTRADIÇÕES

É comum vermos em nossos dias uma enorme e abusurda incompreensão dos valores, para não dizer, inversão, chegando a ser o comum dos absurdos.
Há leis de proteção aos animais, às florestas, inclusive de forma rígida, enquanto as leis de proteção a vida humana praticamente não existem, a não ser para os "pobres" e "miserváveis" das favelas e cortiços; das roças e povoados longínquous da cidade.
Meninas que irresponsavelmente engravidam, e pegam seus fetos - filhos-vida, quando chegam a nascer, jogam no mato, nos rios e lados, sem o mínimo  sentimento e afeto, muito menos  o  temor de Deus; que abortam indiscriminadamente como se fossem dejetos, ou algo parecido;
Madanmes ou não que gastam horrores de dinheiro para manter um animalzinho  de estimação; didicam todo o tempo, inclusive renunciando a convivência amorosa e social, para se dedicarem ao  dito animal. Ora,  com todo respeito às criaturas de Deus,  mas nenhum deles deve substituir o ser humano;
Vemos um pais que defende as leis de protenção as crianças, jovens e adolescentes,  é o mesmo pais que legaliza a morte aos indefesos. Então, espancar crianças...não pode, não deve..., mas matar pode, não é? Por que dessa contradição senhores magistrados? Onde se encontra o valor e a dignidade de viver, não importando o tempo, senhores magistrados?
Pe.Rosival Gomes da Silva